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Antirretrovirais preventivos reduzem propagação da Aids




 

WASHINGTON, 16 Abr 2012 (AFP) - Oferecer tratamento antirretroviral de
forma preventiva a pessoas com alto risco de se infectar com o vírus da Aids é
viável e reduz significativamente a propagação da infecção, revela um estudo
divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Os autores do estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, com
data de 17 de abril, analisaram o custo/benefício da combinação de
antirretrovirais tenofovir-emtricitabina, apresentado como um comprimido da
marca Truvada.

A eficácia preventiva deste coquetel ficou em evidência após testes
clínicos publicados em 2010 na revista New England Journal of Medicine.

A Truvada reduziu o risco de infecção pelo vírus responsável pela Aids, o
HIV, em 44% entre os participantes que o tomaram de forma mais ou menos
cotidiana, segundo os pesquisadores da Universidade de Stanford, Califórnia.

Entre os que tomaram a medicação todos os dias sem exceção, o risco de
contágio reduziu-se em 73%, segundo o teste clínico.

Os pesquisadores analisaram posteriormente a rentabilidade de prescrever o
Truvada diariamente a grandes populações, usando uma técnica conhecida como
profilaxis pré-exposição ao HIV.

Os cientistas desenvolveram um modelo econômico centrado em homossexuais
com vários parceiros, grupo que representa mais da metade das novas infecções
por Aids a cada ano nos Estados Unidos.

Os especialistas levaram em conta os 26 dólares diários de Truvada (cerca
de 10.000 dólares anuais), assim como os gastos com visitas médicas e
monitoramento da função renal afetada por estes antirretrovirais e de revisão
periódica da Aids e outras doenças de transmissão sexual.

Sem um tratamento preventivo com estes antirretrovirais, calcula-se que
haveria mais de 490.000 novas infecções entre a população homossexual nos
Estados Unidos nos próximos 20 anos.

Se apenas 20% desses homens seguissem o tratamento diariamente, haveria
quase 63.000 novas infecções a menos no mesmo período.

No entanto, como os custos continuam sendo muito altos, os autores do
estudo aplicaram seu modelo a 20% dos homossexuais com vários parceiros
sexuais.

Nesta última hipótese, a terapia preventiva com Truvada evitaria 41.000
novas infecções em um período de 20 anos a um custo total de 16,6 bilhões de
dólares, ou 830 milhões de dólares por ano, o que segundo os pesquisadores
seria economicamente viável.

Nos Estados Unidos, foram registradas cerca de 50.000 novas infecções
anuais por HIV de 2006 a 2009 e cerca de 16.000 americanos morreram a cada ano
durante este período, segundo os Centros para o Controle e a Prevenção de
Doenças (CDC).



 




Information in this article was accurate in April 16, 2012. The state of the art may have changed since the publication date. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor. Always discuss treatment options with a doctor who specializes in treating HIV.